Estardalhaço e algazarra. Tons altíssimos. Palavras propositalmente gritadas. Constantes zigue-zagues. Estou rodeado de pessoas eletrizadas, literalmente em ponto de bala. Uma festa cheia de entusiasmo, onde podíamos ser nós mesmos, ser um pouco menos ou deixarmos de ser. Podíamos ser delirantes, displicentes, desvairados ou simplesmente contentes. Recebemos ‘entidades’ plurais, assumindo personalidades múltiplas.
Não se sabia mais quem era do lado de lá, quem estava acima, quem vinha para o lado de cá, quem descia, quem se remexia. O debaixo desce e o de cima, sobe?
E a gente saia dançando, em disparada. Na maior embolada.





