Dia 26 de julho de 2009, há oito meses atrás, nascia “Mesmo que nunca se aprenda”, o blog, que nada mais é do que uma tentativa de me organizar internamente. Hoje completo 86 posts.
Me apresentei como um garoto de calças curtas, febril, importunamente barulhento e tagarela. Fui um adolescente cabeludo, introspectivo e rebelde, uma rebeldia moderada, com acessos de tosse. Tento ser um adulto linear, porém sei que sou cheio de contradições e ainda nutro um alter ego adolescente e perdigueiro.
Apresentei também os personagens que mais sabem movimentar e fazer girar o meu mundo. As energias de quem amo que circulam em mim.
Vocês devem ter descoberto que sou fascinado pelas conexões humanas. Interesso-me em saber como as pessoas se esbarram, como se olham, se enredam, se juntam e se separam. O antes, o início, o meio, o fim e o depois.
Assim, acabei criando, até agora pelo menos, quatro marcadores no blog. A maioria dos post faz parte da série “Intimo e pessoal”, onde exploro os meus vários “eus”, ora dividindo-me, ora multiplicando-me.
Aproveitei a oportunidade para entrar em contato comigo aos 17 anos, publicando os textos originais que escrevi há tantos anos atrás, numa outra série intitulada “Adolescência”. “Pilha de queixas” são histórias, muitas vezes num tom sarcástico, com as quais me deparo cotidianamente no meu consultório. Finalmente, “Pelo mundo”, que também dá título ao blog. Enfim, estou feliz com a empreitada.
Ah, e se você vê gosta de ler meu blog e se identifica com algumas histórias que escrevo, é porque talvez ele já está pronto dentro de você. Não esqueça nunca que nós podemos aprender novas maneiras de ver e sentir com nós mesmos...
Embora a gente pense que está tudo “lá fora”.




