Chegamos ao último post de 2009. Um ano emotivo, com começo, meio e uma fatalidade própria.
2009 inicia-se no auge. Na melhor festa de reveillon que de longe já estive. Feliz. Extasiadamente feliz. Mais feliz do que em qualquer outro momento na vida.
Uma semana depois, viajo para o Pantanal Mato-Grossense. Queria fugir do urbanismo das grandes cidades, em busca do característico, do esquecido, do desconhecido, do inesperado de várias regiões brasileiras. Lá, ouço a liturgia dos rios e flutuo na lerdeza de suas águas. Descubro Bonito, um lugar de chuva morna e ventos verdes. Em pleno verão, já estou no sul da Bahia, em Itacaré, numa sucessão de praias lindas e selvagens e de morros cobertos por florestas e coqueirais.
Percorro a região sudeste. Passo pelas montanhas mágicas de Minas Gerais (Ibitipoca, Aiuroca, São Thomé das Letras). Por São Paulo (Ilhabela) e pelo Rio de Janeiro, a região serrana, a região dos lagos e a história em Paraty, Trindade. Volto ao nordeste, no paraíso ecológico que é a ilha de Fernando de Noronha, num dos melhores invernos da minha vida.
Um ano solar. Cheio de estradas abertas no meu caminho. Muitas risadas, praias, cachorros quentes, yogoberries, fanfarronices. Um ano entorpecido pela presença feminina de Luciana, Rose, Maria Olívia, Tai, Babi, Cris, Déborah, Bela, Luísa, Márcia.
Em outubro, a fatalidade: na descoberta de um câncer, Fábio sai da minha vida, deixando um enorme vazio e o meu coração cheio de saudades. Ainda espero que o tempo, como na canção, vá curar a ferida.
2009. Um ano emocionalmente forte. Por isso decidi viajar. Meu jeito cigano gosta de partir sempre antes da hora.
Feliz Ano Novo !




.bmp)






































