sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Valter


Foi com Valter que fiz uma das road trips mais legais de toda a minha vida. Pegamos o potente Toyota Corolla novinho de sua mãe e partimos às cinco da manhã, para uma viagem de 20 dias. Do Rio de Janeiro até Florianópolis, ilha de Santa Catarina, passando por São Paulo e Curitiba. 20 dias afastados e desligados de qualquer coisa real.

Não sei como consegui convencê-lo. Valter não gosta muito de praia. Nunca gostou. Eu gosto. Muito. Meu poder de persuasão devia estar em alta. Percorremos quase todas as praias de Floripa. Praia Brava, dos Ingleses, do Santinho, da Galheta, Mole – de longe, a minha preferida -, da Joaquina, do Morro das Pedras – o por do sol mais bonito de Floripa -, da Armação, do Matadeiro, da Costeira, de Jurerê.

Valter é de fácil convivência. Sempre riu muito das minhas palhaçadas, das minhas caretas infantis. A caminho de Curitiba, na rodovia Régis Bittencourt, popularmente chamada de "Rodovia da Morte", falei alguma coisa que ele riu por quase dez minutos. Não consigo me lembrar o que foi. Mas consigo recordar o sentimento, e principalmente, de que não conseguia fazê-lo parar de rir. Seu sorriso avançava ou recuava enquanto seu corpo movia em direção contrária. Um sorriso que não deixava de ser esplêndido pelo fato de não fazer nenhum sentido. A sorte é que eu estava no volante.

Hoje é seu aniversário. Dia de natal, de confraternização, de família. Valter é família. Um daqueles irmãos que a gente guarda do lado esquerdo do peito. Um irmão para toda a vida.

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