Depois de escrever sobre Tai, não tenho muita escolha. Retorno a Matchu Pitchu. Foi com a força mítica daquelas terras que tudo realmente começou. Antes, apenas um prólogo.
Algumas viagens são fabulosas, porque tudo é simplesmente fabuloso ! Essa foi bem além. 15 dias em terras peruanas. Na chegada a Cuszco, nosso primeiro almoço foi regado a Pisco - uma aguardente destilada de uvas moscatel com elevado teor de açúcar, cultivadas nos vales irrigados do Peru. O fato é que nunca tinha tomado essa bebida. Nem ela. Fiquei tonto. Muito. Somado a altitude de Cuszco – 3360m acima do nível do mar - minha cabeça rodava, rodava, rodava... Ela ficou ótima ! Queria mais... bem, essa é a Tai.
Percorremos as ruas íngremes e os becos da cidade com suas construções antiqüíssimas. O importante em Cuzsco é não ter pressa. Andar devagar, ”despacito”. Exercícios físicos, nem pensar.
Matchu Picchu ou “la ciudad perdida de los Incas” é um mistério que foi descoberto para o ocidente em 1911. 20 hectáres divididos em dois setores: um agrícola, com ladeiras e montanhas que alcançam até 4 metros de altura e um urbano, formado por construções e praças, onde encontramos o Templo do Sol e o Templo das Três Janelas. Os incas foram hábeis construtores. Aprendi que eles também estudavam as estrelas e faziam cirurgias. Depois de uma bem sucedida temporada no Egito, andar por aquelas terras era uma verdadeira reverência aos deuses. Quem esteve lá sabe do que estou falando...
O lago Titicaca é um capítulo à parte. Espero retornar em breve pra falar sobre ele. E sobre Tai novamente. Essas memórias ainda se misturam dentro de mim



