terça-feira, 6 de outubro de 2009

Essência emocional


Algumas pessoas perguntaram sobre os últimas postagens, sem entender muito o que estava se passando comigo. “Achei os textos tão fortes que nem quis comentar nada lá...” me fala uma amiga. Um outro diz que “tem uma carga densa” e que “eu passo a emoção de forma bruta”.

Preciso explicar então. Esses textos não foram escritos recentemente. Escrevi quando tinha 17 anos. Aliás o "Menos intensidade" e "O mesmo de sempre" postados em julho são da mesma época. Nunca os publiquei, e estou fazendo isso pela primeira vez.

Perdi muitas coisas – livros, fotos, álbuns, CDs – nas diversas mudanças de casa nesses anos todos. Porém, esse caderno nunca se afastou de mim... Gosto de me ler aos 17, ler essa versão antiga de mim mesmo. Abrindo a cortina do passado, entro em contato com minha essência emocional, meus desabafos sinceros. Todos pertencentes a uma esfera de sentimentos mais íntimos.

Reler e postar esses textos é como se o adolescente que mora ainda em mim começasse a (re)escrever os seus próprios textos.

Um comentário:

  1. Os últimos textos, aqueles escritos aos 17 anos, são muito bons!

    Não sabia que você havia vivido tamanha angústia na adolescência. Achava que somente eu tivesse sido "o adolescente angustiado".

    Abração pra você!

    Leandro.

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