De novo, acordado. Nunca mais, nunca mais.
Exausto. De olhos inchados. Olho para as mãos, para as unhas, de novo roídas. Não me lembro de tê-las roído.
O coração bate. Lento e cheio. No mesmo ritmo da horrível dor de cabeça que desponta bem atrás dos olhos.
Uma outra idéia vêm a cabeça. Ameaça-me. Tento expulsá-la. Não é agradável.
De frente pra minha casa, olho a janela do meu quarto. De manhã cedo, o quarto é meu inimigo. Há perigo pelo simples fato de estar acordado.
Mas agora, olhando a janela, parece-me um refúgio. Imagino-me dentro dele. Na cama, a salvo, com as cobertas puxadas até a cabeça.
Dormindo... Inconsciente... A idéia persegue-me... vem à tona.
O que está errado é agora visível, preocupante. Há motivo para preocupação, conforme suspeitava.
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