
Um ano descontínuo.
Fui e voltei do presente ao passado, num leva-e-traz de pensamentos e memórias. Minha cabeça oscilou entre a doçura e a intempestividade. Descobri-me incompreendido e deslocado, muitas vezes com vontade de me refugiar incógnito em algum canto do mundo. No mar. Sempre o mar.
Acumulei reticências e temores no meu rosto, sulcado de milímetros canyons. Colecionei lugares-comuns e tive grande prazer em exibir minha coleção. Testemunhei batalhas perigosas dentro e fora dos limites da minha fantasia.
Um ano descontínuo.