sexta-feira, 29 de abril de 2011

Adelante, el Mérrico !


O convite era fascinante. Feito com euforia e aceito com efusividade. Idéia perseguida há tempos. Idéia posta em prática de imediato: Uma viagem para o México. Principalmente para conhecermos Teotihuacan - a maior cidade conhecida pré-Colombiana na América e assim, a sede da civilização clássica no Vale do México – a 40km a noroeste da Cuidad do México.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Egito


Amarna é o nome árabe de uma localidade que funcionou como capital do Antigo Egito durante o reinado do faraó Akhenaton (Amenófis IV), sendo então designada como Akhetaton (horizonte de Aton). Está situada na margem oriental do rio Nilo, na província egípcia de El Minya.

O faraó decidiu fundar uma nova cidade que funcionasse como sede para o novo culto religioso, tendo escolhido uma região entre Mêmphis e Tebas, duas importantes cidades do Antigo Egito. Com a morte de Akhenaton, a cidade deixou de ser a capital.

O Egito é o passado que se abre à minha frente, deixando-me às cegas. Parece uma parábola de ressonâncias bíblicas cheia de segredos e mistérios, onde o que se vê não é o que parece e ninguém é o que se imagina. Tudo aquilo é bastante inverossímel, mas, afinal, onde no Egito não é.

Há uma atmosfera repressora que causa desconforto e aguça a sensibilidade. Uma curiosidade inesgotável, uma ameaça extra, uma inquietação a mais. Me sinto em equilíbrio perfeito sobre o fio da navalha, como se um barril de pólvora estivesse à espera de uma fagulha. O sol brilha alto. Na medida em que o dia avança, o calor aumenta.

Os egípcios, vestindo disfarces psicológicos em suas caras aborrecidas, são convincentes na atmosfera amedrontadora que criam. Rostos que dosam estados de espírito podem ser mais eloquentes em silêncio. Chego a suspeitar se eles não sentem um pavor dos ocidentais, cúmplices resignados. É como se todos nós, visionários, pressentíssimos o perigo e descobríssemos que esse perigo nasce do lado mais sombrio e perigoso de cada pessoa.

Na vida, há os que fazem o que querem e os que querem e não fazem. Fica a critério de saber quais se destruirão mais depressa.

No final da tarde, os trovões pontuam a paisagem elaborada anunciando a chuva que teima em não cair. Tem-se a impressão que algo ameaçador está prestes a acontecer.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Encontros


Reunir a sagrada quadrilha depois das férias não exigiu grande esforço de coordenação. Não é a primeira vez que nos reunimos esse ano. Nem há de ser a última. Em primeiro lugar, porque nos gostamos. Do companheirismo e provas de amizade às histórias meio sem pé nem cabeça, era inevitável que sentíssemos vontade de estar todos juntos de novo.

Meio brincando, meio a sério, os membros efetivos, numa demonstração de amizade entre pessoas que se sentem ligadas a um destino, fizeram a ata da reunião - o balanço desta colorida e movimentada odisséia mafiosa. Sem pompa nem glória.

Resultado: prevê-se daqui em diante, com pluviométrica generosidade, uma safra de substanciais encontros.

A conclusão pode ser contestável. Decidimos, então, lavrar o protesto em instâncias superiores.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Muito bacana


Minha mãe me contou que, quando eu era criança, eu disse que seria muito bacana entrar numa casa diferente, jantar com pessoas erradas por engano, dormir na cama errada por engano e dar beijo de despedida em todo mundo pela manhã, pensando que era sua própria família.