segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Templo de Karnak


Sendo o maior dos templos do Antigo Egito, foi dedicado à tríade tebana divina de Amon, Mut e Khonshu, atingindo seu apogeu na XVIII dinastia, depois da eleição de Tebas como capital. Foi sucessivamente aumentado pelos diversos faraós, tendo levado mais de mil anos em construção. Constitui uma mescla de vários templos fundidos num só. O seu grande destaque é a Grande Sala Hipostila, cujo teto era suportado por 134 enormes colunas, ainda atualmente existentes, e consideradas como sendo as maiores do mundo.


O nome Karnak foi adotado de uma aldeia vizinha, El-Karnak, sendo conhecido na época dos faraós por Ipet-sut(o mais seleto dos lugares). Designa o templo principal do deus Amon-Rá, como também tudo o que permanece do enorme aglomerado de santuários e outros edifícios, fruto de mais de mil anos de construções e acréscimos. Através das avenidas das procissões podia-se ir do Templo de Karnak ao Templo de Mut (esposa de Amon) e ao Templo de Luxor.

O templo permaneceu enterrado durante mais de 1000 anos antes dos trabalhos de escavação começarem em meados do século XVIII d. C. Até hoje, a grandiosa tarefa de restauração continua.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nenhum pulso


Cheguei em casa pela manhã.

Estava em tal ausência de coordenação que tive que por as mãos na mesa para me equilibrar. Se eu pudesse apenas me acalmar um pouco...

Fechei os olhos. As mãos verticalmente sobre os olhos, pressão com as palmas até eles ficarem vermelhos. Uma contração na região lombar. Tirei o tênis e desabei no sofá, ferrado no sono. Consigo convencer a mim mesmo a permanecer deitado.

Pus os pés pra cima, esticando-me todo.

Minha circulação estava quase nula. Nenhum pulso.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Oportunidade


O problema é em parte combinar vontade com oportunidade. Se ele estivesse aqui nesse momento... Mas não ! Encontrar-se com ele, ao acaso, não é a mesma coisa.

O momento é errado ! O clima, às vezes, também não ajuda.

Não estava preparado para o impacto da presença física dele. Mesmo assim, fui ao seu encontro. Um gesto bem intencionado. "Talvez essa oportunidade nunca mais apareça", pensei. Não era um pensamento tranquilizante.

Podia prever uns poucos embaraços. Fiquei torcendo para que ele ouvisse o palpite do seu coração. Cuidei para que minha voz soasse o mais casual possível. Mas teve um momento que ela chegou a me faltar. Acho que ele nem percebeu.

Conversamos um pouco. Coração à flor da pele transforma-se em gélida lápide de mármore. Ninguém estava com a guarda baixa. Nenhum chute a gol.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A sério


Depois da consagração máxima, é a vida a sério.

domingo, 5 de setembro de 2010

Amor e psicodelia


Essa foi a festa em que meus amigos ganharam a noção de estar mesmo em outra galáxia. Na melhor cidade da América do Sul, fermentava amor e psicodelia, "perder o autodomínio, enlouquecer, loucura, desvario". No primeiro round, todo mundo já estava elétrico. Menos o Valter, que estava em clima bossa-novista. Ninguém sentou. Todo mundo em pé, conversando e conversando. Nem sei o que tanto a gente conversou. Fabrizio, falante e fluente, em seu pódio reservado, fazia intervenções com frases soltas. Só parávamos para ver Maria Olívia exibindo, em excepcional vigor, um corpo todo delineado.

No segundo round, o mais extenso, estardalhaço e algazarra. Meus amigos, renunciando a qualquer originalidade, decidiram beber, dançar e se divertir. Tai, com admirável habilidade e renovação de voltagem, atingiu o preciosismo, mantendo o ritmo irresistível. Volume alto – do Oiapoque ao Chuí - e muita garra. Seu som estoura-tímpanos provocava uma onda de ufanismo, capaz de tirar São Francisco de Assis do sério. Luciana permitiu-se alguns excessos. Quando começa a beber, não há quem a faça parar. O problema foi controlar o entusiasmo da moça.

Rose, cheia de trejeitos e lânguides, risada gostosa, mostrou-se ao mesmo tempo sensual e incansável. Carol e Rogério deflagravam uma atmosfera de felicidade, desafiando os limites do permitido. Luísa, num visual elegante e requintado, deixava transparecer uma grande dose de alegria. Cris, em atitude quase roqueira, se alimentava de euforia. Joana declarava guerra contra a caretice. Babi, uma jóia singela, exibiu todo o brilho de sua personalidade. Déborah instaurou o gênero romper fronteiras, ascendendo a níveis estratosféricos. Bela ficou a deslizar seu tapete mágico sobre todos nós, se entronizando em musa dos inocentes do Leblon.

Quanto a mim, lembro de ter feito bastante alarde. Estava envaidecido e feliz da vida. Afinal, havia um cortejo de amigos revezando-se a minha volta.

A festa foi um estouro. Parecia não terminar mais. Uma semana de ressaca feliz. Salve o prazer.

sábado, 4 de setembro de 2010

Preciosismo


Tai, com investidas mais ousadas, atingiu o preciosismo dessa vez. Ela participa dessa qualidade misteriosa que habita os raros grandes DJs: a capacidade de inovar. Não há defasagem de tempo entre a festa do ano passado e essa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aniversário



















Hoje é meu aniversário. Respiro os novos tempos, os outros ventos, os novos novos. Recebo o carinho dos meus grandes amigos. Mantenho minha fidelidade a parcerias antigas. Renovo meu amor no coração da minha sagrada quadrilha. Algo novo virá por ali e de todos em minha volta.

Meu entusiasmo ainda em curva ascendente. Continuo em harmonia universal. O panorama volta ao normal. Algo mudou? Só no calendário.