
A expectativa, enfim, teve a recompensa merecida. De modo que era mesmo pra dar no que deu: A festa resultou impecável. Deslizes houve, mas pequenos, insignificantes diante de nossas declarações ensolaradas. Não posso negar a enxurrada de chavões ou os trocadilhos de doer o ouvido. Porém, tiveram também os grandes momentos de improvisação inteligente. A descontração foi obtida através de presentes originais.
Lá pelas tantas,
Cris, com seu espírito indômito, inicia a brincadeira presenteando “
a sangue frio”
Carol, que entrega seu
caríssimo (nos muitos sentidos) presente para
Rogério, sob os gritos eufóricos de “
é marmelada”. Acho que foi isso. Os sons e as palavras estavam praticamente inaudíveis. Rogério, pela segunda vez consecutiva, presenteia
Dani, que presenteia
Cris, fechando o primeiro ciclo da noite. Intervalo ? Nada, a festa é corrida mesmo.
Babi reinicia entregando seu presente para
Déborah, a figura mais festiva da noite, em verdadeiro clima de comemoração. Ela me entrega então dois presentes: um açucarado, prontamente armazenado – só a
Babi tirou um tasco -, e outro virtual, a ser adquirido na segunda semana de janeiro. Eu, também pela segunda vez consecutiva, tirei a
Tai, que recebe das minhas mãos um presente cercado de toda gratidão que tenho por ela.
Bela, como todos sabem, dança conforme a música e não faz distinção do gênero, foi o amigo oculto de
Tai (
"há exatamente dois anos atrás, Bela entregava um presente para a casa nova de Tai"). Pois é, ela comprou para o vascaíno
Bernardo um símbolo do Flamengo. Uma proeza. Opa, foi isso mesmo ? Logo para o nosso gênio piadista ? Eu falei anteriormente dos deslizes, mas volto a retificar que foram insignificantes. O ciclo se fecha com ele presenteando
Babi.
Porém, o principal é entender a que serve esta festa. Primeiro, claro, há de ser lembrado o espantoso grau de ‘zoação’ que se manifesta através de gestos, caretas e sorrisos. Segundo, constatar que qualquer encontro da “
confraria de amigos” ultrapassa os limites do acontecimento meramente natalino. Afinal, somos uma parceria de parceiros, que no final da noite, ainda faz uma promessa de irmos todos juntos para a África do Sul. Ou seria o Arizona ?