quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Despedida


Chegamos ao último post de 2010, um ano que pode ser classificado como um tempo de continuidades. Não trouxe tantos abalos, como ano passado, quando Fábio subia aos céus.

Mesmo que nunca se aprenda” me ajudou a descobrir o monólogo interior. Foi um avanço meio vanguardista. Estou gostando muito da maneira que estou escrevendo. Num ímpeto. Sem analisar muito. Estou mais solto, separando meus pensamentos com pontos e vírgulas. Sinto-me assim como um escritor memorialista, fazendo registros sobre mim e minha "galeria de eleitos". Aproximando-me da tarefa de fazer história. A minha própria história.

Nesse balanço final, 2010 jamais poderá ser visto como um ano que some do calendário em brancas nuvens. Pelo contrário. Talvez devesse ser compreendido como o ano mais determinante da minha caminhada de retorno iniciada em janeiro de 2008, em minha viagem ao Egito.

Um ano cercado de grandes amigos, sempre acrescentando impulsos a essa caminhada. Talvez me preparando para outras experimentações, contenções e reviravoltas.

Feliz ano novo !

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Tempo de festas


Questão de meteorologia. Previsão do tempo: estável, nublado e denso.

Fim de ano: tempo de festas – melancólicas ou não. Sei que toda essa conjugação de forças astrais parece simbolicamente caldeada em melancolia. De um lado, quase todos os meus amigos são unânimes em dizer que acham o natal enjoado. Do outro lado, gosto da oportunidade de rever todos e bulir com a criatividade alheia.

Feliz Natal pra todos !

domingo, 12 de dezembro de 2010

Então é Natal !


A expectativa, enfim, teve a recompensa merecida. De modo que era mesmo pra dar no que deu: A festa resultou impecável. Deslizes houve, mas pequenos, insignificantes diante de nossas declarações ensolaradas. Não posso negar a enxurrada de chavões ou os trocadilhos de doer o ouvido. Porém, tiveram também os grandes momentos de improvisação inteligente. A descontração foi obtida através de presentes originais.

Lá pelas tantas, Cris, com seu espírito indômito, inicia a brincadeira presenteando “a sangue frioCarol, que entrega seu caríssimo (nos muitos sentidos) presente para Rogério, sob os gritos eufóricos de “é marmelada”. Acho que foi isso. Os sons e as palavras estavam praticamente inaudíveis. Rogério, pela segunda vez consecutiva, presenteia Dani, que presenteia Cris, fechando o primeiro ciclo da noite. Intervalo ? Nada, a festa é corrida mesmo.

Babi reinicia entregando seu presente para Déborah, a figura mais festiva da noite, em verdadeiro clima de comemoração. Ela me entrega então dois presentes: um açucarado, prontamente armazenado – só a Babi tirou um tasco -, e outro virtual, a ser adquirido na segunda semana de janeiro. Eu, também pela segunda vez consecutiva, tirei a Tai, que recebe das minhas mãos um presente cercado de toda gratidão que tenho por ela.

Bela, como todos sabem, dança conforme a música e não faz distinção do gênero, foi o amigo oculto de Tai ("há exatamente dois anos atrás, Bela entregava um presente para a casa nova de Tai"). Pois é, ela comprou para o vascaíno Bernardo um símbolo do Flamengo. Uma proeza. Opa, foi isso mesmo ? Logo para o nosso gênio piadista ? Eu falei anteriormente dos deslizes, mas volto a retificar que foram insignificantes. O ciclo se fecha com ele presenteando Babi.

Porém, o principal é entender a que serve esta festa. Primeiro, claro, há de ser lembrado o espantoso grau de ‘zoação’ que se manifesta através de gestos, caretas e sorrisos. Segundo, constatar que qualquer encontro da “confraria de amigos” ultrapassa os limites do acontecimento meramente natalino. Afinal, somos uma parceria de parceiros, que no final da noite, ainda faz uma promessa de irmos todos juntos para a África do Sul. Ou seria o Arizona ?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Amigo oculto


A hora chegou. A torcida é grande. Assobios múltiplos. Acaba de ser dada partida para nossa festa de amigo oculto. O assanhado projeto disputado no câmbio negro. O regulamenta estipula: como garantia de sigilo, devemos todos permanecer em silêncio.

Como todos já sabem, adoro a festa do amigo oculto e tudo que nela envolve. Esforços atenuantes. Tentativas de trapaças. Façanhas para adivinhar quem tirou quem. Expressões de entusiasmo.

Vai ser aqui em casa. Decisão tomada, decisão acertada. Faz diferença ? sim e não. Minha casa tornou-se a sede de nossa sagrada quadrilha. Estarão todos aqui. Nossa “confraria de amigos”.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Água do mar


A imagem da água do mar. A composição química igual à que envolve a placenta da mulher antes do parto. Sempre quis uma foto assim. Rompendo o líquido. Como se eu estivesse mesmo vindo à tona. Renascendo de um impulso forte, quase predeterminado.

A ressurreição se comprova numa liberdade sem freios. Os olhos insistem ainda em se arregalar, deslumbrados, para a vida.