
Conheci o Coldplay em 2003 através de um amigo meu. Nunca antes havia ouvido falar sobre essa banda britânica de rock alternativo. Na semana seguinte, comprei “A rush of blood to the head”, que ainda considero o melhor disco deles. Até hoje, ouço “In my place”, “The scientist”, “Clocks” e “God put a smile upon your face” na mesma intensidade que antes. Talvez até mais, por causa do ipod
Devo confessar que tenho uma vibração especial por “In my place”.
(How long must you wait for it?/ How long must you pay for it?/ I was scared, I was scared/ Tired and underprepared/ But I waited for it/ If you go, if you go/ Then Leave me down here on my own/Then I'll wait for you)
Mas adoro mesmo “The scientist”.
(Nobody said it was easy/ It’s such a shame for us to part/ Nobody said it was easy/ No one ever said it would be this hard/ Take me back to the start)
Essas músicas ensinaram a deitar-me sobre minhas próprias feridas. Algumas cicatrizadas de qualquer maneira. E ficar ali. Apenas ficar ali sentindo minha dor dentro da letra e perceber ela se movendo dentro de mim.

Acabei tornando-me grande fã de Coldplay, passando a apresentar esse mesmo CD a amigos e alunos. Dois anos depois, em junho de 2005, comprei “X/Y”, e no mês seguinte acabei dando o CD de presente de aniversário para esse mesmo amigo, como um agradecimento por ter me apresentado o grupo. Desse disco, gosto particularmente de “Speed of sound” (How long before I get in, before it starts, before I begin), “Talk” (I'm so scared about the future and I wanna talk to you) e "What if" (What if there was no lie/ nothing wrong nothing right... How can you know it when you don't even try).

Em setembro de 2008, ganhei de aniversário “Viva la vida”. “Violet Hill” (Said if you love me won't you let me know?), “Lost” (And you'll be lost!/ Every river that you tried to cross/ Every gun you ever held went off/ I'm just waiting until the firing's stopped and I'm just waiting 'til the shine wears off) e a própria “Viva la vida” (It was the wicked and wild wind/ Blew down the doors to let me in) tem significados muito especiais na minha vida.
Domingo é o dia do show. Primeira vez que irei a um show deles. Da outra vez, em 2007, estava viajando e não consegui voltar a tempo. Tenho muitas memórias com essas músicas e imagino que elas venham todas à tona. Não devo estar preparado. Nunca estou mesmo.
Ando acordado nessas noites que antecedem o show. Nostálgico. Vendo fotos antigas. Lembrando momentos importantes. Torcendo para que minhas lembranças não estejam só dentro de mim.
Já dá até uma saudade antecipada. Vontade de chorar. E sorrir. Verdadeiramente sorrir. Solto, aberto, olhando nos olhos do outro. Mas tudo isso vou deixar para domingo.







