segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A guerra das meninas


Cris começa o dia comunicando “com grande pesar” que não poderá ir no cachorro quente. Informa ainda que esta “morrendo de saudade de vcs!!! semana que vem nos encontramos p/ um chopp ok?
Carol, indignada, dispara: “A Cris só fura... capaz do chopp semana q vem ela organizar e não aparecer... Típico de Cristina
Cris, em caixa alta, mostrando surpresa: “MEU DEUS DO CEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU QUE ABSUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUURDO!
Carol replica: “ABSURDO?!? ONDE?!? VC É ASSIM!!!” E para quem sempre curtiu uma briga de mulheres, o fetiche começa.
Cris: “splat!!!”
Carol: “UI!”
Déborah entra, não sei exatemente em que lado, como se isso importasse: “POW”.
Babi surge: “CLAP, CLAP, CLAP!”
Debs insiste: "CRASH!"
Bernardo se anima: “Aposto cinquentinha na Carol!! Valendooo”.
Tai banca: “aposto 1000”.
Bernardo fantasia: “Se adicionarmos um ringue e lama, a brincadeira fica divertida...”.
Tai vibra: “essa ate eu (com um pouco de repulsa) gostaria de ver!”, e por aí vai... até o final do dia foram 98 emails...

Uma noite de celebração, cachorro quente, squência - arrancando confissões assustadoras - muitas gargalhadas. Fábio vibrou. Jogamos imagem e ação com poucas trapaças e algumas façanhas. Eu acertei um “capitão gancho” com um movimento isolado da Bela. Não sei como. Ninguém sabe. Mas eu acertei.

As quatro da manhã, alguns insinuam partir. Os riscos de um cachorro quente na minha casa são sempre avassaladores !!! Bela considera a possibilidade de eu ser expulso do prédio. Explico que sou um dos membros do conselho. O próximo: sexta, 9 de outubro. O dia amanhece feliz !

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais ventos


Alguns postaram no blog, outros, mais tímidos foram para o email. Houve protestos. Falei que essa galera é da ventania....

Babi diz: “Tá tão liiiiiindo o post...(mesmo que eu não tenha saído bem na foto =P)”, 2M também gostou, parafraseando Babi “(mesmo que eu não tenha saído – inteiro – na foto =P)”. Carol elogia em caixa alta: “CADU ADOREI!!!!”, protesta em caixa baixa: “Só uma reclamação: não estou na foto” e lança a corrente de ar: “quem é a ruiva da foto? Não me lembro dela em nenhum evento....”. Bernardo conforta Carol: “tb nao sai na foto (onde é que diabos eu estava nessa hora) mas eu lembro dessa ruiva sim, mas nem sei o nome e nem de quem ela era amiga, apenas sei que ela é a ruiva da foto, huahuahua”.

Levanto a hipótese dela ser um anjo da guarda, uma conselheira espiritual ou mesmo uma entidade...

Babi começa: “Eu sei a resposta (sou uma pessoa muito espiritualizada, sabe?), mas não vou falar pra não estragar o jogo...”. Ah tá, então os jogos já começaram.

Bela rememora nostálgica: “Me lembro, estou mais, digamos, bronzeada do q de costume pq tive q ir TODOS OS DIAS a praia. Até então achei q não fosse possivel enjoar de praia. Qnt a pessoa misteriosa, claro q me lembro, é a ***na, mas acho q ela faz parte do lado B do grupo. São aqueles q não pertencem a diretoria, não fazem parte da lista de discussão, mas q esporadicamente surgem nas festinhas”.

Cris vibra: “Isso mesmo Bela. A ***na eh adjacente no grupo! uma pessoa otima, mas nao eh diretoria...=P” e continua indignada: “agora acho um absurdo.. ela sair na foto ocupando o lugar de um dos nossos! hahahaha

Bernardo concorda: "Mas realmente, a ruiva, pode ser uma entidade que só aparece nas fotos, como disse o Cadu".

2M acredita que “ela apareceu, junto com aquele moleque, atrás da cortina do filme ‘dois solteirões e um bebê’... hahaha

Rodrigo, fervoroso, prega: “Meus fiéis, A "Ruiva do Lado B", como colocou nossa "Bela Morena do Lado A", tem nome! É, de fato, um mistério escabroso, mas alguns de nós, fiéis ao Senhor, sabemos qual é! E eu estou aceitando dízimo pela resposta! Qualquer contribuição para a obra do Senhor é aceita para comprovar a sua fé e desvendar este mistério. Se tiver fé, pague, e terás revelada a identidade da "Ruiva do Lado B"..." e despede-se: "Ô Glória, irmãos!"

Cris faz a constatação do dia: “TODOS VCS FUMARAM HOJE DE MANHA!” Babi ignora e abre mais ventania: “vc sabe que na maior parte das religiões "conselheira espiritual" não envolve sexo, né? (Só pra constar... =P)Cris volta: “A faxineira la de casa tb eh conselheira espiritual... Raimunda o nome dela”. Babi: “Mãe Raimunda!! Aquela que em três dias traz um homem pra...Bem, tirem suas conclusões”.

Tai aconselha: “Vcs têm que parar de usar essas drogas pesadas..." e solicita: "na mímica, quero estar no time do Rodrigo, ok?!”. 2M parece ter se interessado pela conselheira espiritual de Cris: “raimunda... se for feia de cara, mas boa de bunda... quem sabe... Mãe Raimunda de Timberlake... Eu trago o sexo de volta (I bring the sexy back) em três dias (yeah!)”.

Deborah acorda: “AUHAUHAUH to rindo da Mãe Timberlake!!! perdeu seu sexy? eu trago de volta! odeio o Justin Frangolino...to acordando sim gente, whata shame...” e faz seu presságio: “quarta-feira agitada, quinta preguiçosa, SEXTA EU TO LOCA!

Carol retoma ao ponto de origem: “Continuo sem minha resposta.... Que entidade é essa que não conheço???? Lembro do dia da foto, estava na mesa fumando o narguilê ”.

Ah, essas noites esfumaçadas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

É tudo ventania


Sexta feira vai ter cachorro quente. Tudo é pretexto pra reunir os amigos aqui em casa, afinal já tem três semanas que fiz aniversário. Além do hot dog, vai ser uma noite de jogos: imagem e ação, mímica, desafio, detetive... Propus, através do nosso email coletivo, gato mia e salada mista, o que causou estranhamentos em alguns dos meus fellows. Tai é a primeira a manifestar: “Salada mista?!?! ta q ta hein Cadu”. Dani é contra: “Voto substituirmos por ‘eu nunca’!!!!Bernardo desafia: “Se a Dani tiver coragem de me enfrentar no boxe, levem o Wii, hauhauhau”.

A polêmica permance.

Cris: “SALADA MISTA??? CADU PERDENDO OS CRITERIOS!!! “ e sugere: “eu levo o twister!”.

Déborah aparece pra me defender: “mas cara vocês recriminando o Cadu por causa da salada mista e querendo levar TWISTER??? que em português poder ser traduzido para roça-roça, sarro, caio-no-seu-colo...”, e mostra-se aberta: “topo tudo! inclusive squência”.

Pergunto pra Déborah: “verdade ou conseqüência ?”

Ela responde: “Cadu é SQUÊNCIA mesmo, você não leu errado, é um novo nome pra verdade ou consequência... na verdade, é só verdade sem consequencia e de conteúdo sexual... um bêbado ensinou pra gente, ele tava de sombrero”.

Cris não concorda: “nao nao nao! é um jogo inocenteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee vc q levou p/ esse lado!!!!!!!!!!!!!!” . Mostra-se radical: “não brinco de squencia nem de eu nunca”. Babi é mais flexível, mas opta pelo tradicional: “Tirando salada-mista! Até topo eu nunca, mas vou levar Imagem e ação!!!”.

Rogério se anima: “É na casa do Cadú, vai rolar joguinhos, drogas e ROQUENROU e ainda todos as pessoas muito amadas por perto! ESTAMOS COLADOS, COM CERTEZA...”.

2M chega em Tai: “Aí, Tai... tá afim de levar um som na festa? Se quiser, bora dividir um set?” O que de imediato ela responde: “blz, vamos levar um som!”.

Bela está tensa: “O que mais me preocupa nem são os joguinhos, mas a hora que devo estar lá. É sabido que tenho certa dificuldade d cumprir horários, por isso peço que fique clara essa informação”.

Déborah tenta ajudar Bela: “Então Belous a gente marca o horário, acrescenta duas horas e te avisa podeixar!”. Carol alerta: “Debs, se vc acrescentar 2 horas e avisar a Bela ela vai chegar lá no sábado! HAHAHAHAHA” Cris enfim corrige: “temos q diminuir 2 horas p/ bela chegar no horario!!!!!!!!!!!!!! =P”.

Até o presente momento, já foram 32 emails, imagino que até a hora do hot-dog deva se chegar à casa dos três dígitos.

Esses são os meus amigos, os amigos que amo. Um hot dog aqui em casa é um evento ! Para eles, uma corrente de ar não é uma corrente de ar... é tudo ventania.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pilha de queixas 2

M. quer casar. Tem 36 anos, e namora há quatro. Pressiona o namorado há dois, que alega não ter condições financeiras para casar. Com isso, ela o considera "um autêntico perdedor, um loser", sem ambição, “um idiota fracassado que não sabe em que planeta vive”.

Pergunto sobre alguma qualidade dele. M. diz que seu namorado tem “um otimismo quase delirante, confia muito na sorte, isso é bom pra ele, já que ele é irresponsável”, e daí continua “como não tem competência, sempre arruma uma forma de se desculpar das burradas que faz, sempre pondo a culpa nos outros”.

O mais interessante é que mesmo o descrevendo como um tipo aloprado, M. quer casar. Com ele. Penso com quem M. realmente quer casar ? com o autor do tratado sobre o fracasso ou com alguma idéia de que aos 36 anos ela já deveria estar casada.

Ela me pede uma indicação de um analista para o seu namorado. Já antecipo sua frustração. No fundo, ela quer que alguém mostre que ele tem que casar. Com ela. Árdua tarefa.

Alega ainda que “foi muito investimento” e não vai “deixar barato, nem perder quatro anos assim”. Então o objetivo era só o casamento ? Ela não responde, diz que assim não estou ajudando. Talvez não esteja mesmo. M. tem um plano. Precisa de cúmplices para a sua farsa. Não estou fazendo esse papel. Tento fazer outro. Outro não lhe interessa. Instaura-se um impasse.

Ela diz que volta semana que vem.

sábado, 19 de setembro de 2009

Emergência


Minha mãe, uma mulher notavelmente inteligente, alega que nunca falou aquela frase.

O que ela recorda é que meu pai sempre deixava uma lanterna na mesinha de cabeceira para uma emergência.

Que, até onde posso me lembrar, jamais aconteceu...

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Não antes da meia-noite


Há dois dias atrás, meu pai me ligou às 23h50min perguntando se eu estava com a televisão ligada porque estava passando uma matéria sobre o Egito que talvez me interessasse. Levei um susto. Não exatamente pelo horário. Mas sim, por eles não estarem dormindo e arriscarem me acordar.

Passei minha infância toda ouvindo que “falta de sono em demasia afeta a circulação”. Nunca comprovei se isso era verdade ou não. Tenho alguns pacientes médicos que talvez esclarecessem esse ponto, mas também nunca perguntei. Gosto de dormir. Tarde. Bem tarde.

Quando morava com os meus pais, houve poucas noites em que as luzes do meu quarto se apagaram antes da meia noite. O que intrigava a meu pai e aborrecia minha mãe. O que eu fazia de madrugada no meu quarto era o que eles em casa mais queriam saber.

Acho que ela nunca me viu bocejar. Devo ter passado toda a infância e a adolescência numa sinfonia de bocejos, mas nunca na frente dos dois. Bocejos não eram proibidos lá em casa, mas era como dar munição ao inimigo. Primeiro, eles falariam pelos cotovelos. Em seguida, anunciariam o presságio “falta de sono em demasia afeta a circulação”.

Confesso que foi irresistível receber essa ligação.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Estrela radiante


Não resisti. Continuo de rédeas curtas. Hoje então, bem curtas.

Quero postar mais um parágrafo sobre ela. Primeiro postar a foto em que ela está mais bonita. Gosto mais da anterior, porque na outra eu não estava bêbado. Nessa estou. Muito. Mas ela não.

Ela está toda elegância e auto-confiança. Olhos cheios de felicidade. Sorriso iluminado. Uma estrela radiante.

Nem sempre é assim. Às vezes a insegurança a visita e ela abre a porta. Já a avisei para não fazer isso. Ela esquece e depois me chama. Privilégio meu poder atender sempre ao seu chamado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Luciana


Escrever sobre Luciana me deixa demasiadamente excitado.

Na verdade, estou me dando rédeas curtas para não me tornar um tanto ou quanto piegas. Já confessei publicamente que sou um exagerado tagarela. Mas quando penso na imensa quantidade de alegria que ela me deu depois desses anos todos, meu caloroso impulso é derramar todo o meu amor aqui.

Nos conhecemos freqüentando os bancos escolares do Colégio Santo Inácio. Numa época onde nossa maior preocupação eram as provas de química. As conversas iam do peso atômico do Bário até medos e inseguranças de adolescentes.

Luciana passou dez anos nos Estados Unidos, dez longos anos para mim. Sobrevivemos a isso, embora fui visitá-la várias vezes na Park Avenue. Tenho a impressão que ainda não compensamos todo o tempo que não passamos juntos.

Hoje é o seu aniversário ! Quase um feriado nacional na minha vida ! Não gosto muito de trabalhar nesse dia. Não gosto também que ela trabalhe, mas acho que não tenho muita escolha.

Dona de um caráter que não se presta a qualquer tipo de barganha, Luciana ocupa o grande montante de admiração pessoal que há em mim.

Prometi me dar rédeas curtas. Não estou conseguindo cumprir. Mas se eu tiver que sentar amanhã aqui, com uma espada nas costas, para continuar a escrever sobre ela, farei isto.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tagarela


Sempre fui uma criança barulhenta. Uma das minhas brincadeiras favoritas era trazer o megafone da minha boca próximo a orelha do meu pai. Só me divertia se pudesse falar pelos cotovelos e fazer um terrível estardalhaço, num volume considerável.

Embora meu irmão achasse que eu era um completo maluco de alguma espécie, meu ego de aço achava engraçado deixar meu pai quase surdo de tanto que eu falava.

Na verdade eu era um exagerado tagarela. Muitas vezes me comportava como um louco. Quando eu estava nas alturas, não me custava nada falar horas seguidas, ás vezes sem nenhuma consciência de que havia uma, duas ou dez pessoas na sala.

Eram falas infindáveis.

Só mais tarde na vida aprendi a me calar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Caminhada de retorno


A viagem pro Egito torna-se um grande marco na minha vida. Um mês, exatamente 32 dias. Atravesso o país, o Nilo e a árida beleza do deserto. Como uma miragem, um punhado de cenas exóticas de lugares estranhos visualmente memoráveis misturam-se em minha mente. Nada resta do passado ou do futuro, a não ser o vazio sob o céu. Não me sinto mero turista, e sim, um viajante em busca de si mesmo. Foi em Sakara, sob o impiedoso sol norte-africano, que se desenhou a importância dessa viagem.

Longas caminhadas em minha exclusiva companhia. Do outro lado do mundo, encontro-me num anonimato profundo. Atravesso mais uma membrana. Finalizo um ciclo da minha vida.

Volto ao Brasil, discreto, sem alardes, mais intimista do que nunca. Atitudes e conceitos reformulados. Retiro da minha vida as coisas mais óbvias, dando uma intimizada.

Prossigo assim minha caminhada de retorno.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aniversário























Hoje é o dia do meu aniversário ! O dia em que me torno um tipo de unanimidade. Ainda com o ego inflado pelas pessoas que me cercam, estou colhendo os mimos, as atenções, as adulações.

A festa foi um momento de suprema alegria na minha vida. Tai chegou onde quis. Incendiou geral. Ela investe em diversas direções, como se quisesse provar que seu estilo, mesmo inconfundível, jamais se repete. Ninguém se surpreenda se o futuro dela for a música. Não será, de todo modo, uma mudança de rumo desconcertante para os mais atentos.

Bela foi a última a chegar. Sua entrada na festa lembra o final das grandes batalhas. É como se as trombetas anunciassem que o inimigo foi exterminado, novas terras conquistadas e que tudo, dali em diante, terá o gosto de mel. Um sabor de sucesso espalha-se no ar inquietando os mais calmos e entorpecendo os exaltados. Luísa, como que num passe de mágica, trocou definitivamente o departamento "promessas a vingar" pelo de "vanguarda pronta".

Luciana foi capaz de suportar o adjetivo: perfeita. Integrou-se à festa, alquimicamente dosada, para transmitir uma atmosfera amorosa.

Valter representava a calma do fim das tardes, enquanto Maria Olívia parecia não saber medir direito a profundidade de seu encanto. Capaz de antenar modismos e multiplicá-los, ela levantou vôo.

Rose, num comportamento de pré-estrelado, tipo diva intocável, reinou soberana. Atribui-se a ela poderes ilimitados. Márcia estava contida, bem menos disposta a provocar espanto. Fabrizio, preservou a espontaneidade, sem as antigas cautelas de ocasião e espaço.

Cris ficou acima das contingências do erro e do acerto. Pulava num simulacro de aquecimento desportivo. Déborah rodopiava em seu magnetismo arrebatador, que tudo ofusca. Conseguiu ascender do ponto invejável de estrela para mito. Um feito e tanto. Babi, numa cintilância de estrela, sempre prestes a criar matizes para o seu brilho. Rogério e Bernardo, endiabrados, eram a expressão de animação colegial, no meio a estripulias ao lado de Carol.

Eu estava demasiadamente excitado. Bombardeando melado para todos os lados, a 200 pontos de glicose, somando graus centígrados com decibéis. Me pus literalmente a dançar, a pular, a dar grandes saltos. Não importava quão veloz o tempo passasse. Não importava quão forte o calor das velas do bolo de aniversário. Eu não conseguia parar de sorrir. Toda a massa parecia ondular, para baixo e para cima. Superamos em álcool e fanfarronadas os limites do previsível. Todo o bairro manteve-se acordado. Uma música alta o bastante para fazer com que o Cristo Redentor tapasse os ouvidos com as mãos. Uma noite de farra em grande estilo, com um epílogo movimentado e surpreendente.

Prossigo assim minha caminhada de retorno.

Muito mais que uma celebração pelo tempo, um festejado retorno a mim mesmo. E que eu nunca mais perca tempo com nada que esteja aquém dos meus sentimentos.