A viagem pro Egito torna-se um grande marco na minha vida. Um mês, exatamente 32 dias. Atravesso o país, o Nilo e a árida beleza do deserto. Como uma miragem, um punhado de cenas exóticas de lugares estranhos visualmente memoráveis misturam-se em minha mente. Nada resta do passado ou do futuro, a não ser o vazio sob o céu. Não me sinto mero turista, e sim, um viajante em busca de si mesmo. Foi em Sakara, sob o impiedoso sol norte-africano, que se desenhou a importância dessa viagem.
Longas caminhadas em minha exclusiva companhia. Do outro lado do mundo, encontro-me num anonimato profundo. Atravesso mais uma membrana. Finalizo um ciclo da minha vida.
Volto ao Brasil, discreto, sem alardes, mais intimista do que nunca. Atitudes e conceitos reformulados. Retiro da minha vida as coisas mais óbvias, dando uma intimizada.
Prossigo assim minha caminhada de retorno.
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