terça-feira, 1 de setembro de 2009

Aniversário























Hoje é o dia do meu aniversário ! O dia em que me torno um tipo de unanimidade. Ainda com o ego inflado pelas pessoas que me cercam, estou colhendo os mimos, as atenções, as adulações.

A festa foi um momento de suprema alegria na minha vida. Tai chegou onde quis. Incendiou geral. Ela investe em diversas direções, como se quisesse provar que seu estilo, mesmo inconfundível, jamais se repete. Ninguém se surpreenda se o futuro dela for a música. Não será, de todo modo, uma mudança de rumo desconcertante para os mais atentos.

Bela foi a última a chegar. Sua entrada na festa lembra o final das grandes batalhas. É como se as trombetas anunciassem que o inimigo foi exterminado, novas terras conquistadas e que tudo, dali em diante, terá o gosto de mel. Um sabor de sucesso espalha-se no ar inquietando os mais calmos e entorpecendo os exaltados. Luísa, como que num passe de mágica, trocou definitivamente o departamento "promessas a vingar" pelo de "vanguarda pronta".

Luciana foi capaz de suportar o adjetivo: perfeita. Integrou-se à festa, alquimicamente dosada, para transmitir uma atmosfera amorosa.

Valter representava a calma do fim das tardes, enquanto Maria Olívia parecia não saber medir direito a profundidade de seu encanto. Capaz de antenar modismos e multiplicá-los, ela levantou vôo.

Rose, num comportamento de pré-estrelado, tipo diva intocável, reinou soberana. Atribui-se a ela poderes ilimitados. Márcia estava contida, bem menos disposta a provocar espanto. Fabrizio, preservou a espontaneidade, sem as antigas cautelas de ocasião e espaço.

Cris ficou acima das contingências do erro e do acerto. Pulava num simulacro de aquecimento desportivo. Déborah rodopiava em seu magnetismo arrebatador, que tudo ofusca. Conseguiu ascender do ponto invejável de estrela para mito. Um feito e tanto. Babi, numa cintilância de estrela, sempre prestes a criar matizes para o seu brilho. Rogério e Bernardo, endiabrados, eram a expressão de animação colegial, no meio a estripulias ao lado de Carol.

Eu estava demasiadamente excitado. Bombardeando melado para todos os lados, a 200 pontos de glicose, somando graus centígrados com decibéis. Me pus literalmente a dançar, a pular, a dar grandes saltos. Não importava quão veloz o tempo passasse. Não importava quão forte o calor das velas do bolo de aniversário. Eu não conseguia parar de sorrir. Toda a massa parecia ondular, para baixo e para cima. Superamos em álcool e fanfarronadas os limites do previsível. Todo o bairro manteve-se acordado. Uma música alta o bastante para fazer com que o Cristo Redentor tapasse os ouvidos com as mãos. Uma noite de farra em grande estilo, com um epílogo movimentado e surpreendente.

Prossigo assim minha caminhada de retorno.

Muito mais que uma celebração pelo tempo, um festejado retorno a mim mesmo. E que eu nunca mais perca tempo com nada que esteja aquém dos meus sentimentos.

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