
Falar de Debs é retornar a São Thomé das Letras. Eu tinha feito essa viagem aos 20 e nunca mais havia voltado. Pura falta de oportunidade. Tentei voltar, mas os caminhos me levavam sempre a outros lugares.
Debs nunca tinha ido. Nem Babi. Nem Rose. Fez-se a oportunidade. Mais uma road trip por Minas Gerais.
Diz a lenda que um escravo de nome João fugiu e refugiou-se numa gruta, sobrevivendo com o que a natureza lhe dava. Um dia apareceu na gruta um senhor com longa barba e vestes brancas que lhe entregou um bilhete, o qual deveria ser entregue ao seu senhorio sendo que seria a garantia do perdão pela fuga. O escravo retornou a fazenda e foi perdoado. O feitor quis conhecer a gruta e encontrou em seu interior uma imagem de São Thomé esculpida em madeira. Na entrada, haviam pinturas avermelhadas semelhantes a letras. A origem do nome “São Thomé das Letras” surgiu em referência a essas pinturas.

Deitados no telhado em forma piramidal, assistimos a um inesquecível por do sol.
Nada é mais lindo do que o azul sem manchas do céu de São Thomé das Letras.
O horizonte imenso aberto sugeria mil direções.
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