Essa foi a festa em que meus amigos ganharam a noção de estar mesmo em outra galáxia. Na melhor cidade da América do Sul, fermentava amor e psicodelia, "perder o autodomínio, enlouquecer, loucura, desvario". No primeiro round, todo mundo já estava elétrico. Menos o Valter, que estava em clima bossa-novista. Ninguém sentou. Todo mundo em pé, conversando e conversando. Nem sei o que tanto a gente conversou. Fabrizio, falante e fluente, em seu pódio reservado, fazia intervenções com frases soltas. Só parávamos para ver Maria Olívia exibindo, em excepcional vigor, um corpo todo delineado.
No segundo round, o mais extenso, estardalhaço e algazarra. Meus amigos, renunciando a qualquer originalidade, decidiram beber, dançar e se divertir. Tai, com admirável habilidade e renovação de voltagem, atingiu o preciosismo, mantendo o ritmo irresistível. Volume alto – do Oiapoque ao Chuí - e muita garra. Seu som estoura-tímpanos provocava uma onda de ufanismo, capaz de tirar São Francisco de Assis do sério. Luciana permitiu-se alguns excessos. Quando começa a beber, não há quem a faça parar. O problema foi controlar o entusiasmo da moça.
Rose, cheia de trejeitos e lânguides, risada gostosa, mostrou-se ao mesmo tempo sensual e incansável. Carol e Rogério deflagravam uma atmosfera de felicidade, desafiando os limites do permitido. Luísa, num visual elegante e requintado, deixava transparecer uma grande dose de alegria. Cris, em atitude quase roqueira, se alimentava de euforia. Joana declarava guerra contra a caretice. Babi, uma jóia singela, exibiu todo o brilho de sua personalidade. Déborah instaurou o gênero romper fronteiras, ascendendo a níveis estratosféricos. Bela ficou a deslizar seu tapete mágico sobre todos nós, se entronizando em musa dos inocentes do Leblon.
Quanto a mim, lembro de ter feito bastante alarde. Estava envaidecido e feliz da vida. Afinal, havia um cortejo de amigos revezando-se a minha volta.
A festa foi um estouro. Parecia não terminar mais. Uma semana de ressaca feliz. Salve o prazer.
Esse ano eu fui esperta... Tomei engov!! Melhor que a sua festa, só mesmo a sua festa sem ressaca de álcool.
ResponderExcluirE aí ficamos só com a ressaca de euforia, de amor, de música, de dança... De felicidade!! =)
nossa..a melhor festa do ano..a mais aguardada.
ResponderExcluire mais uma vez, a mais cheia de amor.
Rodrigo orava em Los Angeles pela salvação de seus amigos desviados.
ResponderExcluirMas, secretamente, ansiava por estar presente, entregando-se aos pecados da vida terrena e fervendo de felicidade junto das pessoas que ele mais ama no mundo.
Mas, como Deus é Pai, com certeza Rodrigo batia firme e forte no coração dos amigos queridos, dançando e sorrindo com a tchurma.
Amo a todos, queridos e queridas.
Desde quando te conheci, ouço falar dessa festa. Tive o privilégio de fazer parte desse acontecimento que, além de seu aniversário, é uma verdadeira celebração ao amor, à amizade e à alegria. Obrigada! As expectativas, apesar de já estarem lá no alto, foram surpreendentemente superadas! Amei! Bjs, Jô.
ResponderExcluirPS: Mas ano que vem, eu tomo um engov antes. Porque o depois não foi suficiente.
Me diverti muito, até desci do pódio!
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