sábado, 22 de junho de 2013

Um ano depois



Um ano depois. Tardou, mas veio. Quase por acidente. Depois de um longo desterro, de dezenas de capítulos dispensáveis e repetitivos, de um acervo de lugares-comuns, de um número igualmente incomum de adiamentos. Impossível evitar a pergunta: valeu a pena tanta espera ?

A volta ao blog. Nada mudou ? Nem tanto. Talvez mais cuidadoso do que em outras ocasiões. O que, aliás, talvez dê no mesmo. E de talvez em talvez, vou me desvencilhando, irremediavelmente, do curso natural da sorte, sem qualquer solavanco.

Com idêntica naturalidade, o círculo se fecha. Músculos e nervos equilibrados. Tantos atributos somados não me concederam o dom de fazer milagres. Reescrevo permanentemente a mesma história, prodigioso memorialista, sem nunca deixar de me autoparodiar. Fui enfim catalisador - e vítima - da minha integral fidelidade a mim mesmo. O que quero dizer com isso ? Nem sei ao certo.

Só vendo pra crer. Num certo sentido, o tiro foi dado na direção certa. Mirei num alvo e acertei no outro, perdendo o senso de orientação no quarteirão seguinte. Embora tenha colocado-me a uma longa distância dos chamados critérios lógicos, mantive as rédeas em minhas mãos. O que não parece pouco, pode-se argumentar. Contudo, em se tratando de mim, nada é surpreendente.

Um caso agradável de reconciliação comigo mesmo.

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