
Fabrizio é minha lente de aumento. Sempre foi. Verdade que ele nunca buscou esse título. Porém, o título foi sempre seu. Acho que ele daria qualquer coisa sobre a terra para perdê-lo.
Sempre conseguiu conviver com todos os meus personagens. O garoto, barulhento e tagarela, de calças curtas e caretas infantis. O adolescente rebelde e perdigueiro. O adulto elegante e fanfarrão. Consegue conviver inclusive quando os três se juntam. Eu quase me retiro de cena.
O fato é que estou falando de verdade, sem nenhuma brincadeira. Enquanto tenho esses três, Fabrizio tem muito mais. Apenas não são assim tão delineados. Há muitos compartimentos aos quais não tenho acesso. Ele é alguém de difícil compreensão. Nem sequer sou capaz de entender o seu humor ou suas atitudes.
Já sua ironia me encanta. Mesmo quando ele a usa contra mim. Mesmo quando ele me parece implicante demais. Às vezes, acompanhado de idéias com as quais ele mesmo não concorda. Márcia e eu adoramos seus maldosos comentários, sempre num tom impassível.
Há uma última coisa que não posso deixar de mencionar. É sobre seu coração. Um coração realmente grande, de dimensões consideráveis, que nunca me deu nem sequer por um instante a suspeita que guardava algum sentimento que não fosse nobre em relação a mim.
Hoje é seu aniversário. Passo lhe a palavra e o microfone.
Eu, irônico e impassível? rs...É o capricórnio que (ainda) não consegue sucumbir totalmente ao ariano. Se algum dia eu precisar escrever um auto-retrato, vou copiar daqui. E ainda tô digerindo minha vocação pra lupa. Tapa de lupa de pelica! Adorei o texto/presente de aniversário. E adoro a foto.
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