sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pilha de queixas 9

F. (48 anos) é casado, mas banca uma mulher, vinte e cinco anos mais nova do que ele. Sempre lhe comprou presentes caros, jóias, jantares e o aluguel de um apartamento na zona sul da cidade. Recentemente, sua empresa faliu e ele comunicou a mulher que ele bancava há 5 anos “que a farra tinha acabado”. Ela aceitou pacificamente. Sem brigas nem discussões. Porém, decidiu arrumar um outro amante.

F., em sua arrogãncia medrosa, está raivoso. Indignado. Já a procurou duas vezes para proferir avassaladores insultos e despejar algumas obscenidades. Sente-se traído "por ela ter pulado fora". Argumentei: "mas quem quebrou o acordo foi você, não ela". Afinal, a gente não ama o empregador. Perguntei se ele tinha a ilusão de que pagando, ela iria acabar se apaixonando por ele.

F. endossava o auge de seu próprio escapismo comprando amor ou sexo. Numa farsa na qual ele próprio era cúmplice.

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