
Teotihuacan é a cidade dos deuses e também a cidade dos mortos, daqueles que passam a ser teutl, isto é, heróis divinizados. The place where men become gods.
As civilizações mexicanas tinham uma lenda, segundo a qual, uma primeira geração de homens havia sido destruída por terremotos (primeiro sol - Terra). A geração seguinte fora destruída por furacões e ventanias (segundo sol – Ar). Uma terceira por erupções vulcânicas (terceiro sol - Fogo). A quarta havia desaparecido com o dilúvio (quarto sol – Água). Estes sóis de cada uma das idades não eram como o sol que aquece e dá vida. Este último sol teria sido criado em Teotihuacan (quinto sol).
A expansão do império de Teothiuacan foi conseguida pelo uso sábio do comércio e da religião. Quando a cidade tornou-se grande e poderosa, as casas passaram a ser edifícios de pedra substituindo cabanas de madeira e palha. Não se conhece qual a causa da sua decadência e posterior destruição, mas acredita-se que seja por motivos climáticos ou fatores de ordem social.
Eu e Bela chegamos a Teothiucan, depois de dois inteiros conhecendo a Cuidad do México. O impacto é incendiário. Não há uma única pedra sobrando em Teotihuacan. Um espetáculo visualmente deslumbrante que merece ser admirado de maneira irrestrita. Lá estão as serenas Pirâmedes do Sol e da Lua, banhadas por uma luz dourada e difusa, lembrando que o conhecido e o inesperado se misturam. Difícil não perder o senso do real nesse realismo fantástico. Ficamos fascinados, perdidos na fronteira entre dois mundos. Estava feliz como nunca. Me sentia como um touro de rodeio. Não parava quieto.
Primeiramente, subimos, indômitos e sem muita prudência, os 45 metros da Pirâmede da Lua – ela encontra-se à mesma cota da Pirâmede do Sol, pois está construída em terreno mais elevado. O ânimo esquentou vários graus. Não temíamos nenhum perigo. Sentamos para contemplar o infinito como se víssemos alguma cena a se desenrolar. Mesmo com a paisagem empoeirada, o universo estava pacificado.
Logo depois, com a força redobrada e o espírito tuaregue, subimos os 65 metros da Pirâmede do Sol, a maior da cidade, orientada para o ponto exato onde o Sol se põe. No vértice superior existiu um templo. Pelo menos, foi o que nos disseram. Emoção estampada em nossos rostos. Sem meio termo possível. No percurso dessas idas e voltas, percebo o quanto o inebriante cruza-se com o improvável.
Linda a história, Cadu! Já tinha ouvido falar muito em Teotihuacan, mas não conhecia a lenda. O lugar de fato deve ser divino e de uma energia incrível!
ResponderExcluir