Como já confessei aqui, aprendo muito com meus alunos. Semana passada, num final de uma aula de Psicologia da Personalidade, dois alunos vieram conversar comigo. Falando sobre relacionamentos e memórias, um deles, de 22 anos, disse que os nossos grandes momentos na vida não são aqueles que "destacamos ou que sublinhamos". Nem mesmo os que colocamos em CAPS LOCK, negrito ou itálico. Nossos grandes momentos são "aqueles que são borrados, apagados, às vezes até mesmo deletados".
O outro aluno concordou. Quis acrescentar ainda aqueles momentos "que levam reticências ou os que acabam muito antes do fim".
Voltei pra casa pensando nisso tudo. Tentando reeditar alguns desses meus momentos.
Não entendi. Eles quiseram dizer que não percebemos os momentos mais importantes e valorizamos "clichês" que consideramos mais gloriosos? Tipo quem considera a cerimônia de casamento o marco da relação, em detrimento de momentos mais íntimos e menos concretos e óbvios?
ResponderExcluirsim, sim, os momentos mais estudados nem sempre são os melhores. Devemos valorizar os momentos espontâneos, as surpresas, o inesperado, o acaso, o que ainda não acabou... a emoção fica mais marcada, acho que e isso.
ResponderExcluirai cadu, que legal, não sabia que você dava aula.
ResponderExcluirentão, eu imagino que cada um deva ter seu próprio processo de seleção de memória, não? tanto que um mesmo momento nunca é lembrado da mesma forma por duas ou mais pessoas.
é o que eu chamo de memória afetiva, aquelas nossas memórias carregadas de emoção, é com a ajuda dela que escrevo aqui.
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