
Falar de Rose é retornar ao Pantanal Mato-Grossense, um lugar selvagem de chuva morna e ventos verdes. Onde se é possível ouvir a liturgia dos rios e a lerdeza de suas águas.
O Pantanal é a terra de pessoas generosas. Generosas em sorrisos, beleza e simpatia - uma mistura da cultura indígena com a cultura européia. Um lugar perfumado de cheiros característicos, de mil sabores de frutas tropicais que só dão por lá. Um lugar que chove quase todos os dias e fica com cheiro de floresta.

Bonito - uma cidade nunca mereceu tanto o nome que tem - é o “paraíso das águas”, onde os rios são transparentes, numa limpidez que impressiona. Percorremos os rios da Prata, do Peixe, Sucuri e Formoso, satisfeitos em deixar-nos levar. Acompanhamos o cotidiano de mais de quarenta espécies de peixes - dourados, piraputangas e corimbas - e inúmeras espécies de plantas.
Nas regiões mais montanhosas, estas águas vão descendo pelos morros. Pouco a pouco se forma uma queda que em alguns anos compôe uma cachoeira.

Essas cachoeiras têm tamanho reduzido e volume de água também reduzido. As plantas que crescem sobre elas chegam a dar a impressão que essas cachoeiras estão vivas.
Percebo que não posso ficar muito tempo afastado dessa origem que alimenta a vida. A minha vida.
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