
Foi na companhia de Bela que fiz a viagem menos planejada, e ironicamente, uma das mais acertadas. O paraíso se chama Fernando de Noronha - o arquipélago vulcânico isolado no Atlântico Equatorial Sul, constituído por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de natureza vulcânica. Decidimos ir três dias antes, a fim de comemorarmos seu aniversário lá. Em grande estilo. Um acerto do começo ao fim.
Com o auxílio de um bugre, que acabou sendo nosso guia, percorremos, algumas vezes, toda a ilha. Logo descobrimos que esse talvez seja o melhor lugar do mundo para se começar a desenvolver um gosto duradouro pelo ócio. Sendo assim, não nos restava muita escolha, a não ser passar o dia inteiro nas praias. Praia do cachorro, Praia do meio, Praia da Conceição, Praia da cacimba do padre, Baía dos porcos, Baía do sancho, Baía do sueste, Air France. E por aí vai...

Aventuramo-nos em trilhas para chegar em algumas delas, mais distantes, onde nosso bugre não poderia alcançar. Uma viagem irretocável com dias ensolarados. O mar foi cenário de todas as fotos, sejam elas azuis ou verdes, aquáticas ou áreas.
Assistir o por do sol, na Praia do Boldró, é quase um ritual religioso. Todos ali juntos esperando a hora de nos despedirmos do sol e pedir que no dia seguinte, e no outro, e no outro também, ele volte com o mesmo brilho.
O fundo do mar é o próximo capítulo. Eu mesmo deveria estar sabendo que o melhor ainda estava para acontecer. E, em breve.
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