
Sento-me no meio fio. Esperando pelo meu pai. Esfrego minhas mãos no fino blusão de brim. Devia entrar. Apanhar um blusão mais quente. Mas não quero correr o risco.
Não que ela se incomode. Ou diga algo. Mas a barreira já foi pulada uma vez. Por hoje, chega.
Quase sete horas. Será que ele se esqueceu ? Por um momento, desejo que ele tenha se esquecido. Mas logo depois rezo para que não. Ela teria que me dar carona. Tem consulta no médico. Chegaria tarde. O colégio fica do outro lado. Atravessaríamos a cidade sozinhos no carro. Eu não quero dizer nada errado.
Puxa, pai, não me faça esperar aqui até ela sair !
Não sei se me expressei bem, quis dizer que a "essência" contida nesse teu texto me lembrou o filme.
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