segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A casa do meu pai


Caçula, desde criança tentava me destacar nas reuniões familiares e nas festas promovidas pelo meu pai. Participava ora das discussões políticas, ora dos serões em volta do violão. Lá em casa, a discussão esquentava na política e esfriava na música.

Meu pai sempre gostou de reunir pessoas. Adorava festas, a mesa farta e a sala cheia. A casa estava sempre atulhada de incorporados. Um verdadeiro ponto de encontro, onde tudo desembocava lá. Costumava sair uns três almoços por dia. Tudo era pretexto para se abrir mais uma garrafa de vinho ao redor de um ou vários violões.

Com o tempo, devido a muitos amigos de meu pai que moravam em São Paulo, minha casa tornou-se um consulado paulista. Todo paulistano que chegava ao Rio ia pra lá e tinha direito a casa, comida e carinho, o tripé que sustentava a minha família. As conversas, as mesmas. Sempre sobre política, afinal estávamos nos anos 70.

A lembrança mais remota que tenho dessa época é o violão do lado do sofá e as portas sempre abertas.

Quem quisesse, entrava. Literalmente.

2 comentários:

  1. que delícia Cadous, fiquei aqui imaginando a cena da sua casa. Rodinha de violão, gargalhadas gostosas... mt legal!

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  2. Já sabe agora de onde vem essa frequência de festas aqui em casa né... a próxima tá chegando...

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