Passei a semana escrevendo sobre meu pai. Tentei percorrer com alguma eficiência o caminho dos fatos consumados. Primeiro, revisitei nostálgico a infância lá em casa.
Depois, recordei nossa distância durante a minha adolescência. Tateando ás cegas, procurei não abrir velhas feridas. Eu e minha rebeldia moderada.
Ontem a noite, informei ao meu pai que estava escrevendo sobre ele no meu blog. Demonstrou uma desconfiança meio mafiosa, para depois soltar um “Não posso impedi-lo”. O que na linguagem dele é traduzível por “por favor, vá em frente”.
Minha mãe ligou-me hoje pela manhã só para dizer: “seu pai está adorando”.
Hoje procuro moderar meus caprichos em relação a ele e com isso advogar nossas negligências. Fomos para a Espanha e Portugal no ano passado. Ficamos 20 dias inteiros, juntos, horário integral. Não me lembro há quanto tempo isso não acontecia.
Percebo que as horas passadas em sua companhia hoje são mais importantes do que na minha adolescência. Pretendo ainda poder contar aqui a nossa história.
Nenhum comentário:
Postar um comentário