Próxima Parada: Praga. Chego de trem, animado, vindo de Budapeste.
Conhecida como Pérola do Oriente, a capital da República Tcheca tem a fama – mais que merecida, por sinal, - de seduzir as pessoas. Franz Kafka já dizia: “Praga não deixa a gente ir embora”. É verdade. Foram cinco dias em Praga, mas eu teria ficado mais uns cento e vinte e três dias. Fácil, fácil. Cada bairro é um atrativo. Cada rua é uma obra de arte. Foi a cidade mais bonita e fascinante que estive em toda a minha vida. Praga é uma cidade antiga, mas não é velha. Ela é jovem, sensual e capaz de seduzir todos que passam por lá. Comigo não ia ser diferente.
Aprendi que essa era uma cidade muito pouco visitada por ser integrante do bloco comunista, e sendo assim, não era receptiva ao turismo. É um lugar para ir sem roteiro, caminhando a esmo, sem rumo nem direção, caminhando ao acaso e descobrindo um encanto novo a cada ruela.
Praga é cortada pelo rio Vltava e pode ser dividida didaticamente em cinco partes. À direita do rio, temos: Josefov (bairro judeu), Stare Mesto (cidade velha, onde está o centro) e Nove Mesto (cidade nova). Na margem esquerda do rio estão: Mala Strana (onde todas as construções são anteriores ao século XIX) e Prazsky Hrad Hradcany (onde foi fundada a cidade de Praga). Isso mesmo, uns nomes praticamente impossíveis. Desde Budapeste que não consigo aprender uma palavra nova, mesmo quando pergunto, e todos tem boa vontade, repito umas três vezes e quinze minutos depois já esqueci.
Caminhar peça cidade velha é como voltar a uns seissentos anos no tempo. Encontramos o relógio astronômico e a Igreja de São Nicolau. Local perfeito para se largar e ficar apreciando o movimento da cidade.
O povo é ainda mais animado do que em Budapeste, a quantidade de bares é enorme e o verão parece uma festa constante para eles. A sensação que tive em Budapeste voltava a noite. Como já falei, pode ser bebedeira louca. Mas pode ser também lucidez.
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